
Resolvi criar este blog para poder mostrar à população de João Pinheiro como
estamos tratando nossas águas e a natureza em geral. Sei que todos sabem que a
situação das águas dos córregos e rios de nossa cidades estão precárias.

Observem estas fotos ao lado. Vejam a situação em que se encontra o Córrego da Extrema, em João Pinheiro. Essas águas que outrora serviram para muitos bandeirantes e tropeiros pousarem por estas terras, levando e buscando ouro e outras mercadorias, dando início a um pequeno povoado, que hoje, se chama João Pinheiro, estão assim: imundas!
Somos nós, habitantes dessa cidade, "pagando a natureza" pela boa serventia de tempos atrás. Será que não há a mínima consciência, de que nós dependemos da água para viver? Que precisamos de água limpa para termos saúde?
Me informando mais sobre o tema ecológico, encontrei um texto no site Ambiente Brasil, um texto bastante educativo e que elucida muito bem a maneira como nós precisamos compreender a natureza e nossa relação com a mesma:
(...) "A Ecologia deve ser entendida como algo pessoal para o bem coletivo. Não somente os animais e vegetais relacionam-se entre si e o ambiente em que vivem, homem também faz parte desta comunidade.
Infelizmente, ao longo do tempo, o homem provocou mudanças nos diversos ecossistemas, a maior parte das vezes, de uma maneira negativa.
Contudo, devido à sua inteligência e habilidade, possui também capacidade suficiente para solucionar os problemas que ele mesmo criou, gerando soluções, propondo modelos e aplicando estes conceitos.
Sendo assim, a ecologia deve ser entendida como algo pessoal, através de uma verdadeira participação. Cada um de nós pode lutar por ela de uma forma positiva, agindo nos diversos ecossistemas." (...)
(site Ambiente Brasil)
Queria acreditar que não temos essa consciência. Queria! Mas, em dias de redes sociais, mídias digitais, informação em um clic, duvido que alguém já não tenha visto fotos parecidas e que já não tenha lido algo parecido com o que estou escrevendo aqui nesse instante.
Mas, se a TV, as revistas, as redes sociais falam tanto sobre como cuidar do meio ambiente em que vivemos, sobre como a água está faltando para tantos em outros lugares de nosso imenso país, por que não nos movimentamos para mudar nossos péssimos hábitos? Por que ninguém faz nada para mudar essa situação? Por que?
Se tanto se fala em consciência ecológica e em sustentabilidade, por que não agimos? As nossas águas não podem mais esperar, a natureza como um todo não pode mais esperar!
Então, percebo aqui que há uma "consciência de esperar". Esperar que o outro faça ( governantes, green peace, ongs, etc..). Esperar que o outro dê o primeiro passo! Esperar que os governantes ajam em prol da saúde da população e do planeta. Esperar que a Agenda 21 saia do papel! Que os vários acordos entre governantes mundiais acabem com a poluição e o lixo! Esperar que os grandes industriais entendam que no fim, dinheiro não se come e nem se respira.
Assim, termino esse meu desabafo, citando um dos grandes filósofos brasileiros da atualidade, Mário Sérgio Cortella, que faz uma reflexão muito assertiva sobre a diferença entre o verbo esperar e o verbo esperançar:
“Como
insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo
esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais
perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias
situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que
a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine…
Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer?
Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não
é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás,
esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante,
esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que
Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de
esperanças.”
Boa tarde a todos!
Resolvi criar este blog para poder mostrar à população de João Pinheiro como
estamos tratando nossas águas e a natureza em geral. Sei que todos sabem que a
situação das águas dos córregos e rios de nossa cidades estão precárias.

Observem estas fotos ao lado. Vejam a situação em que se encontra o Córrego da Extrema, em João Pinheiro. Essas águas que outrora serviram para muitos bandeirantes e tropeiros pousarem por estas terras, levando e buscando ouro e outras mercadorias, dando início a um pequeno povoado, que hoje, se chama João Pinheiro, estão assim: imundas!
Somos nós, habitantes dessa cidade, "pagando a natureza" pela boa serventia de tempos atrás. Será que não há a mínima consciência, de que nós dependemos da água para viver? Que precisamos de água limpa para termos saúde?
Me informando mais sobre o tema ecológico, encontrei um texto no site Ambiente Brasil, um texto bastante educativo e que elucida muito bem a maneira como nós precisamos compreender a natureza e nossa relação com a mesma:
(...) "A Ecologia deve ser entendida como algo pessoal para o bem coletivo. Não somente os animais e vegetais relacionam-se entre si e o ambiente em que vivem, homem também faz parte desta comunidade.
Infelizmente, ao longo do tempo, o homem provocou mudanças nos diversos ecossistemas, a maior parte das vezes, de uma maneira negativa.
Contudo, devido à sua inteligência e habilidade, possui também capacidade suficiente para solucionar os problemas que ele mesmo criou, gerando soluções, propondo modelos e aplicando estes conceitos.
Sendo assim, a ecologia deve ser entendida como algo pessoal, através de uma verdadeira participação. Cada um de nós pode lutar por ela de uma forma positiva, agindo nos diversos ecossistemas." (...)
(site Ambiente Brasil)
Queria acreditar que não temos essa consciência. Queria! Mas, em dias de redes sociais, mídias digitais, informação em um clic, duvido que alguém já não tenha visto fotos parecidas e que já não tenha lido algo parecido com o que estou escrevendo aqui nesse instante.
Mas, se a TV, as revistas, as redes sociais falam tanto sobre como cuidar do meio ambiente em que vivemos, sobre como a água está faltando para tantos em outros lugares de nosso imenso país, por que não nos movimentamos para mudar nossos péssimos hábitos? Por que ninguém faz nada para mudar essa situação? Por que?
Se tanto se fala em consciência ecológica e em sustentabilidade, por que não agimos? As nossas águas não podem mais esperar, a natureza como um todo não pode mais esperar!
Então, percebo aqui que há uma "consciência de esperar". Esperar que o outro faça ( governantes, green peace, ongs, etc..). Esperar que o outro dê o primeiro passo! Esperar que os governantes ajam em prol da saúde da população e do planeta. Esperar que a Agenda 21 saia do papel! Que os vários acordos entre governantes mundiais acabem com a poluição e o lixo! Esperar que os grandes industriais entendam que no fim, dinheiro não se come e nem se respira.
Assim, termino esse meu desabafo, citando um dos grandes filósofos brasileiros da atualidade, Mário Sérgio Cortella, que faz uma reflexão muito assertiva sobre a diferença entre o verbo esperar e o verbo esperançar:
“Como
insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo
esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais
perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias
situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que
a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine…
Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer?
Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não
é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás,
esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante,
esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que
Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de
esperanças.”
Boa tarde a todos!
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