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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O que são as matas ciliares?

Não são apenas os animais que precisam ser preservados. É muito importante que todos cuidem também da flora, como as florestas nativas e as matas ciliares. Por isso, é fundamental que o modelo agropecuário atual seja revisto para garantir a sustentabilidade econômica e social do produtor rural, mas sem agressão ao meio ambiente.
Pensando nisso, o WWF-Brasil organizou uma série de perguntas e respostas, que visam esclarecer as principais questões a respeito do tema:

O que são as matas ciliares e as reservas legais?
São florestas, ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d´água e represas. O nome “mata ciliar” vem do fato de serem tão importantes para a proteção de rios e lagos como são os cílios para nossos olhos.

Já as reservas legais são as áreas de propriedade rural particular onde não é permitido o desmatamento (corte raso), pois visam manter condições de vida para diferentes espécies de plantas e animais nativos da região, auxiliando a manutenção do equilíbrio ecológico. Contudo, as florestas situadas nas reservas legais podem ser manejadas e exploradas com fins econômicos.

Quais as causas da degradação das matas ciliares e reservas legais?
As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.

O desmatamento é outra causa. A Amazônia sofre, ainda hoje, um processo de diminuição contínua devido às políticas de incentivos à pecuária e culturas de exportação (café, cacau etc). O aumento das populações rurais e a prática de sistemas de produção que não são adaptados às condições locais de clima e solo têm sido fatores responsáveis pela destruição de vastas extensões de florestas nativas na região.

Alguns produtores também desmatam para que os igarapés aumentem a produção de água no período de estiagem. Esta realidade deve-se ao fato de as árvores deixarem de “bombear” água usada na transpiração das plantas. Contudo, pesquisas mostram que esta prática, com o tempo, tem efeito contrário, pois com a ausência da mata ciliar ocorre um rebaixamento do nível do lençol freático (de água).

Também as queimadas, utilizadas como prática agropecuária para renovação de pastagens ou limpeza da terra, aparecem como causas de degradação. O efeito das queimadas leva ao empobrecimento progressivo do solo.

Por fim, não é dada às matas ciliares e às reservas legais a devida importância. As atividades de pesquisa e extensão na Amazônia e na maioria das escolas agro-florestais no Brasil, por exemplo, privilegiam a destruição das florestas, dando importância secundária à agricultura familiar. Há uma grande falta de informações sobre muitas atividades potenciais e ecologicamente adequadas à região.

Qual a importância ambiental das reservas legais e matas ciliares?
                          
As reservas legais e especialmente as matas ciliares cumprem a importante função de corredores para a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região para outra, tanto em busca de alimentos como para fins de acasalamento.

Em locais de grande diversidade de espécies de plantas e animais, como em Rondônia, devem ser encontradas plantas e animais raros que somente ocorrem em sua região. Tal fato aumenta a importância das reservas legais. Dizer, por exemplo, que a floresta de uma região é compensada em outra distante, não é verdadeiro. Todo agricultor sabe que nas terras boas ocorrem muitas plantas e animais próprios de terras boas e uma terra fraca não compensa a perda das espécies da terra boa, e vice-versa.

Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade. Por fim, as matas nas propriedades particulares da Amazônia produzem muitos alimentos de grande importância para a fauna e para o homem. O equilíbrio ecológico só é possível, de fato, com o manejo adequado das florestas e matas e preservação do meio ambiente.


http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/matas_ciliares/


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sabia que boa parte das chuvas que caem sobre as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil vem da Amazônia? Sem floresta não tem água. Confira o protesto que realizamos em Abril de 2015, no sul de Roraima, em uma área de 360 hectares de floresta desmatada e queimada:http://bit.ly/1RduMBY Assine pelo#DesmatamentoZero e ajude a proteger as florestas que ainda temos: http://bit.ly/1RduMBZ

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Lei proíbe Copasa de cobrar taxa de tratamento de esgoto em Alfenas, MG



11/05/2013 12h40 - Atualizado em 11/05/2013 13h43

Lei proíbe Copasa de cobrar taxa de tratamento de esgoto em Alfenas, MG

Decisão foi tomada já que serviço não é oferecido em alguns bairros.
Empresa está sujeita a multa de R$ 30 mil por dia caso não cumpra lei.

Do G1 Sul de Minas
Uma lei aprovada pelos vereadores e sancionada pelo Prefeito de Alfenas (MG) proíbe a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) de exercer a taxa de esgoto no município. A decisão foi tomada porque não existe tratamento de esgoto em alguns bairros da cidade.
Na cidade, a taxa de esgoto é cobrada de duas formas. Nos bairros onde há tratamento, a população paga 90% de tarifa. Já nos locais onde não há, a taxa é de 50%. Para o procurador geral do município, Adauto de Oliveira, a cobrança é indevida. “A empresa tinha que oferecer a totalidade do tratamento na cidade”, afirma.
Segundo a Copasa, a região dos bairros Vila Teixeira e Vista Alegre é a única em Alfenas que não recebe tratamento de esgoto. As obras deveriam ter sido entregues há cinco anos, mas até hoje elas não saíram do papel.
O gerente da Copasa Ricardo César Bruno afirma que o atraso é devido a uma falta de convênio com a prefeitura, além da dificuldade em negociar áreas.Sobre a lei aprovada pela Câmara, o gerente diz que a Copasa ainda não foi informada, mas que vai recorrer da decisão.
Já a prefeitura afirma que vai fiscalizar os novos valores das contas de água na cidade. Caso a lei não seja cumprida, a Copasa está sujeita a uma multa de R$ 30 mil por dia.
A construção da única estação de Alfenas foi concluída, mas dois anos depois do prazo determinado. A prefeitura entrou na Justiça e a Copasa foi multada em mais de R$ 13 milhões.
Lei proíbe Copasa de cobrar taxa de tratamento de esgoto em Alfenas (Foto: Reprodução EPTV)Lei proíbe Copasa de cobrar taxa de tratamento de esgoto em Alfenas (Foto: Reprodução EPTV)


http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/05/lei-proibe-copasa-de-cobrar-taxa-de-tratamento-de-esgoto-em-alfenas-mg.html?utm_source=facebook

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Como é possível recuperar um rio poluído? 

Bastam três ações: coletar, afastar e tratar os esgotos antes de lançá-los no rio. A receita é simples, mas a maioria dos países não consegue aplicá-la.

A principal causa da poluição é o esgoto doméstico. "Quase 5 milhões de pessoas ainda têm seus detritos lançados diretamente nos rios."


Existem soluções para rios ou córregos que já estão poluídos?


Sim, tem várias leis referente a isso, desde leis estaduais, municipais, a leis federais. Da Constituição Federal vale destacar os art. 20, 21 e 22, que estabelecem que são bens da União os rios, lagos e quaisquer correntes de águas situados nos seus domínios; que compete à União instituir um sistema nacional de gerenciamento dos recursos hídricos. 

Estes direitos constitucionais são repartidos com os Estados e Municípios onde os cursos d’água se encontram. Muitas leis brasileiras tratam sobre os recursos hídricos. 

Existem preceitos na Constituição Federal e nas Constituições Estaduais, nas leis federais, estaduais e municipais, que definem os usos e a proteção dos recursos hídricos de cada região brasileira. Não é, portanto, pela falta de leis, que nossos recursos hídricos apresentam tantos problemas, mas pelos mecanismos de fiscalização e controle, pela falta de conhecimento da população sobre a importância de sua proteção, e da gravidade que os maus usos trazem para as disponibilidades deste bem precioso às gerações futuras. A classificação das águas é feita através da Resolução nº 20/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Esta Resolução define a qualidade das águas doces, salobras e salinas. 

Quando se sonha com a despoluição de um rio, é inevitável lembrar do Tâmisa, na Inglaterra. A história do rio mais sujo da Europa no século XIX começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão.”

Linhas básicas da renaturalização de rios na Europa:

 A renaturalização tem como objetivos:

• recuperar os rios e córregos de modo a regenerar o mais próximo possível a biota natural, através de manejo regular ou de programas de renaturalização; Uma situação natural em potencial. A dinâmica do rio renova continuamente as estruturas morfológicas e consequentemente os biótopos.

Como consequência, a recuperação de ecossistemas de águas correntes se orienta pela evolução natural dos rios e pelas características do curso do rio e dos vales.

 • preservar as áreas naturais de inundação e impedir quaisquer usos que inviabilizem tal função. Na Alemanha, estas idéias integram a concepção para a renaturalização de rios norteando os planos específicos de manutenção dos cursos d’água.

(...)



Baseado no diagnóstico e na avaliação das necessidades de implantar o processo de renaturalização, considerando os usos e as restrições existentes, são definidos os objetivos específicos do trabalho, seguidos pelo planejamento das medidas necessárias para a sua implementação. É fundamental o mapeamento da morfologia fluvial por ser importante elemento constituinte do ecossistema do curso d’água juntamente com a vazão e a qualidade da água. O tipo de morfologia fluvial é decisivo para as condições de vida das plantas e dos animais no rio e está sujeita a modificações por obras fluviais e hidráulicas, devendo ser incluídas na avaliação da situação. O mapeamento da morfologia fluvial e sua análise são a base para o plano de manejo dos cursos d’água para orientar a recuperação de rios conforme critérios ambientais, no âmbito de obras hidráulicas e de manutenção. O critério principal é a capacidade natural de autosustentabilidade do rio.

Adoção de conceitos de renaturalização na área rural: “Novos caminhos” . Em zonas não urbanas, há novos métodos para o “manejo das águas” e para a manutenção dos cursos d’água. A interrupção do uso agrícola em determinadas áreas para a recuperação de faixas marginais de proteção e a substituição de obras hidráulicas tradicionais por métodos da engenharia ambiental, permitem a reconstrução de múltiplas estruturas morfológicas naturais, proporcionando o aumento de biótopos.


Para assegurar as áreas lindeiras a longo prazo, é necessário indicá-las em todos os planos estaduais e municipais de uso do solo. É recomendável que o órgão responsável pela gestão das águas correntes compre estas terras, no caso da Alemanha, esta solução, às vezes, é adotada pelos estados e municípios. A evolução prevista e os usos definidos devem ser indicados em planos de manejo dos rios. Estes planos também definem as áreas de inundação e aquelas previstas para sucessão natural. Estas últimas se transformam, a longo prazo, em matas úmidas de baixadas inundáveis.

Os custos para manter a evolução natural do rio são pequenos em comparação aos custos de obras hidráulicas tradicionais e de manutenção. Quebra-corrente formada por pedras protege a margem. Os bancos de areia e depósitos de seixos rolados favorecem novas estruturas e em comparação aos custos de obras de engenharia ambiental para a renaturalização do rio. No primeiro caso, a intervenção se limita a medidas iniciais, como a retirada de construções laterais que direcionam a corrente fluvial. Dependendo das características hidrológicas, especialmente das cheias extremas, o processo de recuperação das feições naturais do rio pode demorar anos ou décadas.

A renaturalização de águas correntes pelo processo do “desenvolvimento próprio” (“deixar” em vez de “fazer”) exige a compreensão da dinâmica ambiental da bacia e pessoal técnico experiente, que saiba observar, com paciência, o desenvolvimento do rio e tenha a capacidade de interferir quando necessário (“com mais engenhosidade e menos concreto”).

É recomendável o acompanhamento do desenvolvimento próprio de rios com pesquisas e documentação da evolução morfológica e da biota, em função dos métodos de engenharia ambiental aplicados. A renaturalização de rios aumenta não só a capacidade de recuperação ecológica, mas também a atratividade de águas correntes para a recreação e o lazer.

Todavia e, especialmente em rios maiores, renaturalizados, com boa qualidade de água, a recreação em massa pode gerar conflitos com os interesses de proteção à natureza, como perturbação de locais de nidificação dos animais. Nestes casos, precisa-se compatibilizar interesses, de modo que, a instalação de áreas de lazer juntamente com a conscientização dos visitantes possa evitar prejuízos às biotas sensíveis.

A recuperação e renaturalização de rios é sempre realizável, embora, às vezes, com limitações, em trechos onde não há áreas marginais a disposição, principalmente em áreas urbanas. Faz parte das restrições para a renaturalização os custos econômicos - financeiros e sociais, caso haja necessidade de deslocamento da população ribeirinha e de remanejamento de áreas agrícolas.

A renaturalização de rios não significa a volta a uma paisagem original não influenciada pelo homem, mas corresponde ao desenvolvimento sustentável dos rios e da paisagem em conformidade com as necessidades e conhecimentos contemporâneos.


As possibilidades para que se dê a evolução natural dos rios são múltiplas, apesar das limitações concernentes às necessidades de proteção da população ribeirinha. Estas possibilidades existem para córregos, riachos e para rios maiores.


https://guiaecologico.wordpress.com/tag/renaturalizacao/

domingo, 3 de janeiro de 2016

A POPULAÇÃO DE JOÃO PINHEIRO NÃO PODE MAIS ESPERAR!


Resolvi criar este blog para poder mostrar à população de João Pinheiro como estamos tratando nossas águas e a natureza em geral. Sei que todos sabem que a situação das águas dos córregos e rios de nossa cidades estão precárias.



Observem estas fotos ao lado. Vejam a situação em que se encontra o Córrego  da Extrema, em João Pinheiro. Essas águas que outrora serviram para muitos bandeirantes e tropeiros pousarem por estas terras, levando e buscando ouro e outras mercadorias, dando início a um pequeno povoado, que hoje, se chama João Pinheiro, estão assim: imundas!


Somos nós, habitantes dessa cidade, "pagando a natureza" pela boa serventia de tempos atrás. Será que não há a mínima consciência, de que nós dependemos da água para viver? Que precisamos de água limpa para termos saúde?

Me informando mais sobre o tema ecológico, encontrei um texto no site Ambiente Brasil, um texto bastante educativo e que elucida muito bem a maneira como nós precisamos compreender a natureza e nossa relação com a mesma:

(...) "A Ecologia deve ser entendida como algo pessoal para o bem coletivo.  Não somente os animais e vegetais relacionam-se entre si e o ambiente em que vivem, homem também faz parte desta comunidade.
Infelizmente, ao longo do tempo, o homem provocou mudanças nos diversos ecossistemas, a maior parte das vezes, de uma maneira negativa.
Contudo, devido à sua inteligência e habilidade, possui também capacidade suficiente para solucionar os problemas que ele mesmo criou, gerando soluções, propondo modelos e aplicando estes conceitos.
Sendo assim, a ecologia deve ser entendida como algo pessoal, através de uma verdadeira participação. Cada um de nós pode lutar por ela de uma forma positiva, agindo nos diversos ecossistemas."    (...)
                                                                       (site Ambiente Brasil)


Queria acreditar que não temos essa consciência. Queria! Mas, em dias de redes sociais, mídias digitais, informação em um clic, duvido que alguém já não tenha visto fotos parecidas e que já não tenha lido algo parecido com o que estou escrevendo aqui nesse instante.

Mas, se a TV, as revistas, as redes sociais falam tanto sobre como cuidar do meio ambiente em que vivemos, sobre como a água está faltando para tantos em outros lugares de nosso imenso país, por que não nos movimentamos para mudar nossos péssimos hábitos? Por que ninguém faz nada para mudar essa situação? Por que?
Se tanto se fala em consciência ecológica e em sustentabilidade, por que não agimos? As nossas águas não podem mais esperar, a natureza como um todo não pode mais esperar!

Então, percebo aqui que há uma "consciência de esperar". Esperar que o outro faça ( governantes, green peace, ongs, etc..). Esperar que o outro dê o primeiro passo! Esperar que os governantes ajam em prol da saúde da população e do planeta. Esperar que a Agenda 21 saia do papel! Que os vários acordos entre governantes mundiais acabem com a poluição e o lixo! Esperar que os grandes industriais entendam que no fim, dinheiro não se come e nem se respira.

Assim, termino esse meu desabafo, citando um dos grandes filósofos brasileiros da atualidade, Mário Sérgio Cortella, que faz uma reflexão muito assertiva sobre a diferença entre o verbo esperar e o verbo esperançar:


 “Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças.” 

                                                                         Mário Sérgio Cortella


Boa tarde a todos!