“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
A Campanha da Fraternidade 2016 (CF 2016), que tem como tema “CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE” e o lema “QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE E CORRER A JUSTIÇA QUAL RIACHO QUE NÃO SECA” (Amós 5,24), assume como objetivo geral “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, independente da opção religiosa. Por isso é uma Campanha Ecumênica, pois a questão do Saneamento afeta não apenas católicos, mas todo ser humano. Atitudes responsáveis dos cidadãos e políticas públicas justas é que garantirão a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
O texto base da CF 2016 destaca que a oferta para todos de água potável, esgoto, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, controle de meios transmissores de doenças – agora em destaque o mosquito Aedes Aegypti – são medidas urgentes para que saúde e vida digna seja uma realidade para todo brasileiro. Por isso a “justiça ambiental” é parte integrante da “justiça social”. Os seguintes dados apontam a injustiça da nossa realidade: mais de 100 milhões de pessoas não possuem coleta de esgotos e apenas 39% do esgoto coletado é tratado.
A cada 3 minutos morre uma criança por não ter acesso à água potável ou redes de esgoto. Um dado alarmante: O Brasil está entre os 20 países do mundo nos quais as pessoas têm menos acesso aos banheiros. Na área rural brasileira apenas 42% das moradias dispõem de água canalizada para uso doméstico. Muitas sequer dispõem de banheiros ou fossas. Em 49% das residências com banheiro, fezes e urina correm por meio de fossas rudimentares contaminando os rios, o que afeta a dignidade da vida das pessoas. É urgente que o saneamento rural aconteça de forma articulada com outras políticas públicas, de modo a superar o déficit de moradias, dificuldade de acesso à eletrificação rural e ao transporte coletivo.
O texto base da CF 2016 aponta também o destino do lixo produzido diariamente pela população (dados do IBGE 2010): 50,8% foram levados para lixões, sem qualquer cuidado. 21,5% levados para aterros onde os resíduos são cobertos com uma camada de terra. 27,7% levados para aterros sanitários monitorados conforme a legislação ambiental.
A escolha do texto de Amós 5,24 como lema da CF 2016 não foi por a-caso. O profeta denuncia o culto vazio, repleto de louvores e oferendas a Deus, mas que não faz com que as pessoas pratiquem a justiça. O que agrada a Deus é a prática do direito e da justiça (Amós 5,21-25). A fidelidade a Deus precisa se manifestar na preservação de tudo o que é necessário para que a grande família humana possa viver com dignidade e justiça em um ambiente bem cuidado. Infelizmente, hoje, a dignidade da vida é oferecida somente à-queles que podem pagar por ela.
É importante que todos nós entremos em ação, começando pela nossa casa, economizando a água, desligando as luzes quando não necessárias, e dando destino certo ao óleo de cozinha usado. Também eliminar criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Na vizinhança todos devem observar quando há vazamento de água na rua e avisar aos responsáveis. Uma tarefa importante é não jogar lixo nos terrenos vazios.
Destaco que as Campanhas da Fraternidade são organizadas com muita antecedência. Quando os Bispos pensaram a CF 2016 centrada no tema do saneamento, ainda nem se falava tanto do mosquito da “Dengue”. Aí está a prova de que o Espírito Santo inspirou a CNBB para a escolha deste tema. Uma sugestão: que todas as comunidades cristãs assumam como objetivo da CF 2016 a eliminação dos criadouros do Mosquito da Dengue. Isso envolverá todo o aspecto do saneamento básico.
Padre Tarcísio Spirandio – Itatiba – Diocese de Bragança Paulista – SP.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Córrego da Extrema em João Pinheiro-MG
Água suja, um mal cheiro terrível, assoreamento do leito do córrego, desmatamento de suas margens. Infelizmente, somos nós que fazemos isso!
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